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Somos trabalhadores, não bandidos”: músicos e donos de bares denunciam abusos em fiscalizações em Porto Velho

Categoria relata operações com excesso de viaturas, apreensão de equipamentos e prejuízos que atingem toda a cadeia do entretenimento

02/06/2026 às 19h04 Atualizada em 02/06/2026 às 19h14
Por: Redação Fonte: 69 News RO
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Reprodução internet
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PRESSÃO NA NOITE

 

Somos trabalhadores, não bandidos”: músicos e donos de bares denunciam abusos em fiscalizações em Porto Velho

 

Categoria relata operações com excesso de viaturas, apreensão de equipamentos e prejuízos que atingem toda a cadeia do entretenimento

 

PORTO VELHO, RO – Um grito de socorro ecoou entre músicos, donos de bares e trabalhadores da noite em Porto Velho. Representantes da categoria denunciaram o que classificam como ações abusivas durante fiscalizações de poluição sonora realizadas pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (SEDAM) e pela Polícia Ambiental. Segundo eles, as abordagens têm sido desproporcionais, com apreensão de equipamentos e impacto direto no funcionamento dos estabelecimentos.

 

Durante o pronunciamento, Janaína, representante da associação, relatou o clima de tensão vivido nos locais de trabalho. De acordo com ela, o número de viaturas e o modo como as operações são conduzidas acabam afastando clientes e prejudicando a imagem dos profissionais. “A polícia chega como se a gente fosse bandido, muitas vezes com várias viaturas. É desnecessário. Aqui somos trabalhadores, geradores de renda”, desabafou.

 

A categoria também chamou atenção para os prejuízos econômicos provocados pelas ações. O setor de entretenimento e gastronomia movimenta a economia local e garante renda para centenas de famílias, desde músicos e garçons até seguranças e equipes de apoio. Com equipamentos apreendidos e atividades interrompidas, o impacto é imediato. “Não é só o dono do bar que perde. É toda uma cadeia que depende disso para sobreviver”, destacou Janaína.

 

Apesar das críticas, os profissionais afirmam que não são contra a fiscalização, mas pedem regras claras, padronização nas abordagens e, principalmente, diálogo com o poder público. A principal reivindicação é que haja orientação antes de punições severas, permitindo que os estabelecimentos se adequem à legislação.

 

Ao final, a categoria reforçou o pedido por respeito e abertura de negociação. “É um pedido de socorro. Queremos sentar, conversar e chegar a um consenso para trabalhar com dignidade. Somos pais e mães de família, não bandidos”, concluiu a representante.

 

Até o fechamento desta matéria, os órgãos citados não haviam se manifestado oficialmente. O espaço segue aberto para o outro lado 

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